São muitas as más consequências geradas pela globalização. A crise econômica mundial é apenas uma delas, e no fim das contas sobra para os mais fracos, ou, como diria Chico Science, “o de cima sobre e o de baixo desce”.
Mas como de tudo tira-se um proveito, nem sempre a globalização é a vilã da história. Culturalmente, cresceu-se muito nos últimos anos graças à ela e à rede mundial de computadores, nossa amiga internet. Sem ela, provavelmente não seria possível promover encontros inusitados como este do disco “Rhythms del mondo” (post anterior), que mistura música cubana tradicional com bandas contemporâneas da nova geração do rock ,como por exemplo as hypadas Artic Monkeys e Franz Ferdinand.
A rapidez com que as tendências circulam também é mais um fato aderido à globalização. Conceitos como o free recycle para mim, até pouco tempo, era novidade. Só o conceito, porque a prática minha amiga Milena já propôs a muito tempo, porém sem o rótulo americanizado. Ela chamou apenas de “chá das meninas”. O free recycle refere-se à reunião de amigos para trocar roupas e objetos em desuso que possam interessar a outros.

Nesta onda de novas tendências, recebi ontem um email com esta matéria da Época Negócios, contendo mais um novo conceito: The Hub, uma espécie “espaço colaborativo onde as pessoas trabalham em projetos que teem (*1) como missão tornar o mundo melhor”. O conceito foi trazido da Inglaterra pelo argentino Pablo Handl. Para pessoas como eu, que ainda não teem capital para montar seu próprio escritório, é o lugar ideal. Ainda mais agora que ando me envolvendo com questões ambientais, através de um trabalho de assessoria de imprensa para a ONG Peabiru. Aliás, essa matéria foi escrita por Aline Ribeiro, a mesma repórter que esteve no Pará cobrindo o projeto que a empresa Agropalma - maior produtora de óleo de palma (dendê) – tem em parceria com o Peabiru. A matéria pode ser conferida na edição deste mês de Época Negócios.
1 – Segundo o novo acordo ortográfico, “teem” agora é sem acento. Tá aí mais uma prova de como a globalização afeta diretamente nosso dia-a-dia (com ou sem hífen??). Mas isso já é assunto para o último episódio da trilogia Maravilhas da globalização.
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