woRd in my eyes

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Sampa do Samba

11 11UTC Novembro 11UTC 2009 · 2 Comentários

Aniversariei no último dia 30 e ganhei de presente 10 dias em Sampa com as seguintes condições: faria um roteiro totalmente diferente do habitual, dando prioridade às programações culturais diurnas. A noite seria dedicada apenas ao bate papo de boteco com amigos queridos, abrindo exceções exclusivamente para o que de melhor a vêia sambística da cidade dos clubs eletrônicos pudesse oferecer.

Diferente do habitual porque em outras idas à ‘Sum’ Paulo sempre priorizamos a vida noturna, aquela do circuito dos clubs de música eletrônica. Por vezes para cobrir o Skol Beats, outras para ver nosso querido DJ Benjamin tocar,  e sempre aproveitando a oportunidade para fazer cursos.

Podem me chamar de “vira casaca”, mas ando meio cansada da cena bicuda da música eletrônica. Balzaquiana que sou, não tenho mais tempo para montação, hypação, carão, oclão, modelão. Continuo curtindo eletrônica, mas prefiro baixar no computador e ouvir em casa. Me divertir mesmo agora é no sambão: desencanada, suadona, na boa. Tudo isso cercada de um público democrático, cerveja, som bacana, gente sorridente e confortável.

Então é assim, quem estiver ou for pra Sampa fica a dica: sábado a tarde tem samba de roda e gafieira no Ó do Borogodó (Rua Horácio Lane , 21 – Vila Madalena). Daí à noite tem a Sambacana Grooves, festa de samba rock na Livraria da Esquina (R. do Bosque, 1254 – Barra Funda), e domingo rola show do grupo Samba de Rainha no Vermont (Rua Pedroso Alvarenga, 1192 – Itaim Bibi).

P.S.: Quem tiver dicas aqui em Belém, além do ótimo bar do Gilson, me passe por favor! ;D

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A vida na vitrine

22 22UTC Outubro 22UTC 2009 · 1 Comentário

As idéias mais óbvias são as mais geniais. Partindo desse princípio a artista Luciana Magno ganhou o terceiro prêmio do Arte Pará 2009 com a intervenção “Vit(r)al”. Desde a última sexta-feira ela reside numa vitrine da loja de móveis pré-moldados Dell Ano, o sonho de consumo de 10 entre 10 mortais.

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Num mundo em que milhares de anônimos se inscrevem em reality shows por 15 minutos de fama, Luciana põe em questão as barreiras entre o público e o privado, servindo ela mesma de manequim vivo num cenário pré concebido para folhas de revistas de decoração.

Como se não bastasse a ousadia do projeto, a artista chegou a promover uma feijoada para os amigos em sua residência temporária. Diz-se à meia-boca que Luciana teve dificuldades em encontrar uma loja disposta a topar a empreitada. Imagina a visibilidade que esse projeto está trazendo para a loja que aceitou a proposta?

 

A ironia dessa história toda é que parece que a artista é uma pessoa meio tímida e introspectiva. Sem dúvida essa é uma boa forma de exorcizar a timidez!

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Quem quiser visitar a moça o endereço da Dell Ano é na rua Rui Barbosa, 1660, entre Gentil Bittencourt e Conselheiro Furtado. Para dar uma “espiadinha” virtual basta acessar http://www.blogtv.com/People/vitral.

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Saudáveis subversivos

17 17UTC Outubro 17UTC 2009 · Deixe um comentário

A máxima “de perto ninguém é normal” é tão óbvia para amigos psicólogos, que eles deviam vir com uma etiqueta contendo essa frase, só pra não esquecermos. Se você é do tipo que gosta de aventurar-se por terrenos desconhecidos, cheios de entradas secretas e labirintos, relacione-se com um! Para consultar-se também, prefira os loucos, os transgressores. Os caretas são uns chatos quadrados que só vão falar o que você já sabe.

Os psicólogos – me refiro aqui àqueles com os quais nos relacionamos fora do consultório – são exímios sedutores. Teem uma insatisfação constante com a natureza humana acima da média, e isso instiga a nós, meros profissionais das áreas extra psiqué, a papos infindáveis de filosofia de boteco. Essa relação pode gerar uma certa dependência. Se você não se cuidar, o psicólogo já te seduziu e você já sai de casa pensando: “Fulano tem um papo tão cabeça, vamos ligar pra ele…”.

raulPsicólogos são intensos, imediatistas, profundos, confusos, sagazes, descontrolados, solidários, desprendidos, indecisos, revolucionários, ex-petistas, ex-hippies, fãs encubados do Raul Seixas, ecumênicos, liberais, etc etc etc. Esse turbilhão de adjetivos os tornam subversivamente sedutores.

Mas torno a lembrar: é um território perigoso, ou como diz uma amiga minha, psicóloga claro, parafraseando Maria Bethânia: “uma hora perigoooosa”.

O título desse post, que acho genial, é o nome de um grupo de teatro de Maceió, mas cairia super bem numa clínica de psicologia que segue alguma linha de sinceridade absoluta. Já inventaram? Alô Lacan, Freud, Jung? Fica a dica.

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Um olhar ribeirinho sobre a paisagem urbana

17 17UTC Outubro 17UTC 2009 · Deixe um comentário

Detalhe Ver o Peso

Costumamos avistar o além rio com olhos distantes que enxergam apenas pequenos pontinhos povoados no meio da vegetação serrana de terra firme predominante na ilha de Cotijuba, residência dos autores das fotografias e vídeos que serão expostos na mostra “Olhar Ribeirinho”. A exposição é resultado do primeiro ano do projeto ‘Oi, Guia-me Belém’ – uma parceria do Instituto Peabiru, Programa Novos Brasis do Oi Futuro e Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB)-, e será aberta sábado às 9 horas na sede da Associação Fotoativa, com entrada franca.

Talvez belenenses possam chegar mais próximo da realidade ribeirinha quando, com olhos estrangeiros, atravessam a Baía do Guajará para passar uma tarde, um dia ou um final de semana nas ilhas de Belém. O que esperar então de jovens ribeirinhos que fazem o caminho inverso para retratar as nuances de casarios históricos e pontos turísticos urbanos da capital paraoara? No posto de estrangeiros, ribeirinhos retratam a selva de pedras e mostram pormenores que a visão distraída e viciada do cidadão urbano deixa passar despercebido. Num segundo momento, os ribeirinhos voltam os olhos para si e retratam seu paraíso bucólico flutuante, numa ótica única de quem o conhece melhor do que ninguém.

Apesar da pouca distância, a travessia de rio parecia ser ainda um empecilho para a acessibilidade digital dos moradores de Cotijuba. “Esse projeto veio no momento certo, principalmente na questão da tecnologia, que era bem afastada daqui, apesar de estarmos próximos de Belém”, Adriana Lima, coordenadora do MMIB.

As oficinas de informática, fotografia e vídeo revelaram um mundo de novas possibilidades para os alunos do projeto, levando a eles desde práticas cotidianas da computação até técnicas mais avançadas de edição de vídeo. “Quando comecei a freqüentar as reuniões no MMIB não imaginava o que iria acontecer. Hoje tenho uma visão diferente com relação a novas tecnologias que hoje eu conheço e posso ter acesso”, Rúbia dos Santos, aluna do projeto.

O site www.guiamebelem.com.br reúne alguns dos principais trabalhos produzidos pelos jovens ribeirinhos no decorrer do ano, além de cadastrar para comunidade virtual do projeto. Já o blog www.guiamebelem.blogspot.com faz um relato das experiências vivenciadas pelos alunos durante o projeto.

HISTÓRICO – O ‘Oi, Guia-me Belém” envolve 30 estudantes, entre 16 e 24 anos, moradores da Ilha de Cotijuba e integrantes do Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB). Os jovens passaram por várias etapas, supervisionados por profissionais de diversas áreas, como historiadores, fotógrafos e artistas plásticos. Em dezembro do ano passado, os participantes realizaram visitas à Belém para oficinas de fotografia e vídeo. Instrutores de turismo e jornalismo orientaram na criação dos textos que foram publicados em website, mobilesite (no celular) e mensagens turísticas, enviadas via SMS para interessados cadastrados pelos jovens durante o Fórum Social Mundial. Após o Fórum, em sua segunda etapa, o olhar voltou-se para a realidade dos participantes: Cotijuba. Foram realizadas oficinas de informática, de montagem de computadores, utilização de programas de edição de vídeo e foto. Além da continuidade das atividades de vídeo e fotografia. Após o acesso às redes sociais, os jovens romperam a barreira tecnológica em que viviam. Hoje, o laboratório de informática está em plena atividade, assim como a produção de vídeos, permitindo que os jovens divulguem as atrações de Cotijuba para o mundo.

Serviço: Sábado (17), às 9h, abertura da exposição “Olhar Ribeirinho”, na sede da Associação Fotoativa (Praça das Mercês, 19 – Campinas). Entrada franca. Informações: 3225 2754.

Texto publicado originalmente na edição de hoje do Caderno Você do jornal Diário do Pará.

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The best of Salomão

11 11UTC Outubro 11UTC 2009 · 1 Comentário

Quem frequenta o bar Nosso Recanto, na Praça do Carmo, sabe que antes da simpatia peculiar de seu ciccerone Salomão e do delicioso camarão empanado com queijo, a seleção musical é a maior atração do local. Ao chegar ao recinto, a expectativa dos antenados frequentadores se resume à qual será a próxima pérola que Salomão soltará na ponta da agulha de seu majestoso toca-discos.

A noite de ontem, pós Auto do Círio, pareceu especialmente inspiradora para o proprietário do bar, que no auge da agitação assume as vezes de discotecário, disparando só as pedras que embalaram sua saudosa juventude levando o público ao delírio. O ponto alto se deu quando num rompante, Salomão, demonstrando toda sua versatilidade e ecletismo musical, virou de “As Quatro Estações” de Vivaldi para “Eu não sou cachorro não” de Waldick Soriano.

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Nesta hora a reação do público, que entornava pacatamente seus copos de Cerpa Gold, foi de delírio total. Todas as atenções se voltaram para os toca-discos de Salomão num grito em comum: U-HUUUUU!!! Salomão, com sua modéstia característica, seguiu tocando indiferente como se tivesse passado de Legião para Titãs. Depois disso, Elvis, Frank Sinatra, trilha de Hair, Johny Cash, Dalton, Amelinha e outras pérolas foram fichinha.

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Nunca mais um sim

7 07UTC Outubro 07UTC 2009 · 2 Comentários

Quando fazia parte da equipe do caderno de cultura de um jornal local, entre tantas ligações de gente legal, louca, interessante ou megalomaníaca, costumava receber frequentemente o telefonema de um simpático senhor a fim de ter seu trabalho como escritor publicado. Era um senhor humilde, mas de fino trato e de uma candura cativante. Ele devia ir com a minha cara, pois sempre que telefonava pedia pra falar comigo. Algumas vezes chegou a ir pessoalmente à redação, levando em punho uma carta muito formal solicitando a publicação de seu trabalho. Infelizmente era uma pauta meio difícil de emplacar, pois a edição exigia um evento factual para tal – um lançamento de livro ou algo do tipo. Pra completar, apesar de minha insistência, o senhorzinho não mostrava um material que justificasse uma matéria, além de sua simpatia e cordialidade. Hoje imagino que talvez isso já fosse suficiente…

Dias antes de eu sair do jornal, abro o caderno policial e lá está a notícia: o simpático senhor com quem eu havia conversado e protelado uma entrevista por tantas vezes havia falecido. Finalmente o desejo dele de sair no jornal havia, de forma tão cruel, se realizado. Pensei no personagem maravilhoso que havia perdido, e que nunca mais atenderia a seu agradável telefonema, nem nunca mais teria a chance de dizer a ele um SIM. Eliane Brum diria.

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Metrô para cinéfilos

7 07UTC Outubro 07UTC 2009 · Deixe um comentário

Legal essa ideia. O cara fez um mapa de metrô com os melhores filmes de todos os tempos. Em quais estações você desceria? Quem achar “Cidade de Deus” ganha um saco de pipocas Pantera!

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Santa Marrom clareou

26 26UTC Setembro 26UTC 2009 · 1 Comentário

alcione

“A Rádio Costa Verde e a cantora Alcione vão te dar uma força em um dos itens que mais pesa no orçamento da sua casa, vamos pagar sua conta de luz!
     Para concorrer, toda vez que você ouvir a nova musica da alcione “Acesa“, ligue: 2688-0811 ou se inscreva no formulário.
     Nos diga o dia e a hora que você ouviu a musica, e o valor da sua conta de luz desse mês.
A partir do dia 25, todos os dias sortearemos um ouvinte”

 

Vamos decorar a letra pra quando tocar na rádio (dá pra ouvir on line) não perdermos essa bocada, minha gente!

Acesa
(Alcione)
eu vou te ganhar na gandaia
te amarrar no cóis da minha saia
dar um bote certeiro no teu coração
vou te cercar nas armadilhas da paixão [bis]

quem me tem assim acesa
fica sem defesa para o meu amor
só come gostoso se for no meu prato
só sonha bonito no meu cobertor

meu corpo é coisa feita quando ama
sabe todo toque, todo truque, toda trama

voce nem imagina, que veneno tem o beijo meu
na brasa da minha esteira, vou te viciar pra vida inteira
voce caiu na teia do desejo quando me escolheu

vou te mostrar coisas do amor, que aprendi amando
vou dar um nó nesse xodó que ta rolando
no dengo eu vou ser dona do teu mundo
vou te dar um trato como eu gosto
vou pegar fundo

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Sou Curumin iê iê

26 26UTC Setembro 26UTC 2009 · 1 Comentário

De quando em quando Belém me proporciona momentos mágicos que me certificam de que escolhi o lugar certo para viver. O show do Curumin foi um deles. Coincidentemente ou não, esses momentos se intensificam nas proximidades do Círio.

Porque Curumin deixou explícito que enxerga Belém com olhos de quem vê além dos estereótipos da banda Calypso e da estagiária patricinha do Profissão Repórter se expremendo pra pegar na corda do Círio, entre outros clichês que a mídia insiste em retratar.

Antes da musicalidade contundente de Curumin entrar em cena, o povo curtiu o som maneiro de Juca Culatra e Trio e o tecnobrega de Madeirito, personagem do documentário “Brega S.A.”, dirigido pro Vladimir Cunha e cia. Esse desprendimento é muito louco: assumir a cultura popular local sem frescura e com respeito.  E a maioria dessas pessoas transita entre a platéia do Maderito e a pista do D-Edge sem pudores e sem dar muita importância ao que a Erika Palomino acharia. Alías acho que se ela visse aquilo tudo ontem acharia hype… rs

Voltando ao Curumin, é visível que o cara pesquisa pra caramba, tem a manha e é super carismático, mesmo quando chama Juca Culatra de Juca “Culote” (rs) ou se declara a Belém cantando “Como é grande o meu amor por você”. Mas lindo mesmo foi encerrar o show com uma versão dos anos 70 de Gal Costa para “Peguei um Ita no Norte”, com o refrão “ai ai ai ai adeus Belem do Pará…”.

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Ah, ainda teve a exibição do clipe da faixa título do álbum dele, “Japa Pop Show”, gravado em Belém com direção de Priscila Brasil e elenco paraense.

Acredito que a história de Curumin com Belém começou ano passado quando ele tocou no Festival Se Rasgum preenchendo o palco sozinho com sua bateria e percussão. Foi lindo, um lance mais acústico. Ontem ele trouxe dois caras fodassos também: um na guitarra e outro na groove box, o que deu uma pegada mais eletrônica ao show.

Assistir ao show do Curumin é uma experiência extremamente recomendável, as músicas são bem mais pulsantes do que as versões de estúdio. Mas enquanto ele não volta à Belém, você pode fazer o download de “Japa Pop Show” aqui.

E como diria Mara Maravilha:

Tuiuiu iu iu
Sou curumim iê iê
Tuiuiu iu iu
Sou curumã arauê!

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1001 downloads antes de morrer

24 24UTC Setembro 24UTC 2009 · 1 Comentário

Sempre achei esse lance de fazer listas meio injusto, porque muita coisa bacana fica de fora. Mas de qualquer forma são necessárias para se ter um ponto de partida. O livro “1001 discos para ouvir antes de morrer” é uma dessas listas que servem como referência para iniciantes e para aficcionados por música, seja para um primeiro contato ou para consulta.

1001 discos

Aqui é possível fazer download de TODAS as músicas listadas no livro - separadas por década ( dos anos 50 aos anos 2000) – para de fato ouví-las. Resta saber se uma vida será suficiente para conseguir baixar tudo!

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